
Sombras As sombras caiam, e com elas desapareciam os transeuntes da luz para surgirem os das trevas. Eles apareciam dos lugares mais inusitados; vielas, becos, buracos escondidos entre edifícios. Suas aparências maltrapilhas ditavam o rumo que suas vidas haviam tomado: havia desde os habituais pedintes e bêbados até os de estirpe mais duvidosa, como os homens vestindo farrapos e que ostentavam nas bainhas de seus cintos carcomidos pequenas adagas tortas forjadas com ferro de má qualidade, mas que não traia a natureza assassina de suas lâminas. Luzes se apagavam de casas e eram substituídas pela luz do fogo nas ruas.Sombras by ~ririneu
Dhalnos Farest respirou fundo

Cronicas de Erears - 2Prólogo: À Sombra do PassadoCronicas de Erears - 2 by ~ririneu
O sol findava seu ciclo, seus últimos raios dourados colorindo a abóbada celeste com um tom flamejante, iluminando parcamente a floresta e criando um dos pôr-do-sol mais lindos que Valir já presenciara. Embora de rara beleza, a Floresta de Nawhar era um local isolado, sendo sua imensa vastidão uma solitária visão. Suas altíssimas árvores cobriam grande parte dos resquícios de luz que sumiam na amplidão das cadeias montanhosas de Aitanir, à Oeste. Seus riachos cristalinos formavam extensos meandros e sua grande diversividade de fauna era um atr

Cronicas de Erears - 1PrefácioCronicas de Erears - 1 by ~ririneu
Meu nome não é importante, pois a História não nota pessoas como eu. Nestas páginas, irei narrar sobre um mundo heroico, suas origens e transformações através das inexoráveis passagens das areias do tempo; um mundo habitado por valorosos heróis e infames vilões; um mundo de solitárias planícies, montanhas sombrias e mares tempestuosos. Um mundo que um dia foi meu.
Dizem que, no começo, apenas o Nada existia. Mas, para que se possa denominar Algo de Nada, é necessário que tenhamos um Algo à denominá-lo. Foi esse Nada que, tornando-se Alg